Brasil - Brasília - Distrito Federal - 11 de janeiro de 2025
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Por Matheus Leitão: O custo político da escolha de Messias para o ST

Entenda

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A decisão do presidente Lula de indicar Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal consolidou o critério que tem guiado as nomeações no terceiro mandato: a preferência por nomes de confiança direta. É o mesmo movimento que levou Cristiano Zanin e Flávio Dino à Corte. O padrão contrasta com o dos primeiros governos, quando Lula escolheu ministros com os quais praticamente não tinha convivência — como Ayres Britto, César Peluso, Joaquim Barbosa e Cármen Lúcia.

A escolha também ignorou a forte pressão para que a nova vaga fosse ocupada por uma mulher negra, demanda que cresceu dentro e fora do governo. Havia muitos nomes qualificados, mas Lula se manteve inflexível e priorizou Messias desde o início.

Ao seguir esse caminho, o presidente abriu um flanco de tensão com uma das figuras mais influentes do Congresso. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, articulava pela indicação de Rodrigo Pacheco. Além de comandar a agenda legislativa, Alcolumbre tem papel decisivo na tramitação das sabatinas e no ritmo das votações. A indicação contrariou um pleito que, entre os senadores, era visto como gesto de reconhecimento por sua atuação nas crises institucionais recentes.

Por Matheus Leitão – Revista Veja

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