Brasil - Brasília - Distrito Federal - 11 de janeiro de 2025
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Bolsonaro confirma em carta indicação de Flávio e cita ‘continuidade’

Bolsonaro confirma em carta indicação de Flávio como pré-candidato e cita 'continuidade'

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou, em uma carta divulgada no hospital em que está internado para uma cirurgia, a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República em 2026.

No texto, o ex-presidente fala em “continuidade” e cita batalhas que estaria enfrentando. Ele está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado.

“Diante desse cenário de injustiça, e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar o Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026”, diz Bolsonaro na carta.

A carta foi lida por Flávio na porta do hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado para passar por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral nesta quinta-feira (25), dia do Natal.

O senador afirmou que a divulgação do texto tem o objetivo de encerrar dúvidas sobre a decisão de Bolsonaro de indicá-lo para disputar a Presidência em 2026. O anúncio anterior havia sido feito por Flávio no dia 5 de dezembro e confirmado pelo PL, provocando resistências em grupos políticos próximos do ex-presidente e até em sua família.

“Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim”, escreve o ex-presidente.

Bolsonaro diz ainda que Flávio representa “a continuidade do caminho da prosperidade” que teria sido iniciado antes mesmo de se tornar presidente. “Acredito que precisamos retomar a responsabilidade de conduzir o Brasil com justiça, firmeza e lealdade aos anseios do povo brasileiro”, afirma.

Nas últimas semanas, Flávio vinha trabalhando pela divulgação de uma declaração de viva voz de Jair Bolsonaro em relação à pré-candidatura. Nos cálculos do senador, esse gesto seria feito em uma entrevista ao portal Metrópoles, no dia 23 de dezembro, que foi cancelada horas antes de ocorrer.

A desmarcaçãoi da entrevista foi influenciada por uma resistência dentro do próprio entorno do ex-presidente, segundo informou a colunista Mônica Bergamo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e advogados de Bolsonaro se posicionaram contra a iniciativa, por avaliarem riscos jurídicos e políticos no momento atual.

A carta é vista por aliados de Flávio como uma alternativa para levar a público a palavra de Bolsonaro e desestimular movimentos políticos para evitar a consolidação de seu nome como pré-candidato.

Partidos do centrão, empresários e integrantes do mercado financeiro ainda trabalham pela construção de uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Esses grupos preferem seu nome ao de Flávio e temem que índices de rejeição ao seador possam levar a direita a uma derrota em 2026.

Flávio, por sua vez, diz avaliar que o sobrenome Bolsonaro representa uma vantagem nas urnas, e tenta divulgar seu próprio nome como uma versão moderada do pai. O apoio declarado do ex-presidente seria uma maneira de deixar claro ao eleitorado bolsonarista que não há alternativas em construção.

Bolsonaro está pronto para ser submetido à cirurgia. A equipe médica avaliou que o político está apto para ser submetido ao procedimento, que tinha previsão de início às 9h e duração de cerca de quatro horas. A estimativa inicial é que ele fique internado de cinco a sete dias para acompanhamento após a cirurgia.

Bolsonaro saiu pelos fundos da unidade da PF na quarta-feira (24) e, por volta das 9h30, foi escoltado por um comboio até o hospital, em um trajeto que durou cerca de cinco minutos. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a realização da cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral.

Hérnia inguinal é uma condição em que um tecido do abdômen incha e faz aparecer uma protuberância na região da virilha. Além da cirurgia de correção da hérnia, os médicos avaliam submeter Bolsonaro a um procedimento anestésico, com bloqueio do nervo frênico, para controlar as crises de soluço, no começo da próxima semana.

“Depois dessa cirurgia de hérnia a gente vai reavaliar essa situação e ver se convém fazer esse bloqueio anestésico, que é um procedimento relativamente seguro, mas que não é o padrão para o tratamento de soluço. Precisa ver realmente se isso justifica o benefício, o risco”, disse o cirurgião Claudio Birolini.

Segundo ele, a cirurgia de hérnia tem algum grau de complexidade, mas baixo índice de morbidade. Ela deve durar de 3 a 4 horas, e a previsão é que Bolsonaro fique internado entre cinco e sete dias, a depender da evolução do quadro.

Médicos avaliam procedimento anestésico para conter soluços de Bolsonaro

CAIO SPECHOTO, BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os médicos que tratam Jair Bolsonaro (PL) avaliam submeter o ex-presidente a um procedimento para controlar suas crises de soluços, além da cirurgia de correção de hérnia já programada para quinta-feira (25).

A informação foi dada por integrantes da equipe médica a jornalistas nesta quarta-feira (24) em frente ao hospital DF Star, em Brasília, onde o político está internado.

“Está prevista a realização de um procedimento anestésico que seria o bloqueio anestésico do nervo frênico. Uma anestesia do nervo que enerva o diafragma. Depois dessa cirurgia de hérnia a gente vai reavaliar essa situação e ver se convém fazer esse bloqueio anestésico, que é um procedimento relativamente seguro, mas que não é o padrão para o tratamento de soluço. Precisa ver realmente se isso justifica o benefício, o risco”, disse o médico Claudio Birolini.

Ele explicou que esse não é um procedimento cirúrgico, e que não será feito junto com a operação de hérnia. “Se nós levarmos adiante esse procedimento de bloqueio anestésico, vai ser feito possivelmente no início da semana”, declarou.

O médico também disse que a nova cirurgia não pode ser feita por via laparoscópica, uma técnica menos invasiva que a tradicional, por causa das operações anteriores a que Bolsonaro já foi submetido.

O ex-presidente passa por procedimentos médicos frequentemente devido à facada da qual foi vítima durante a campanha eleitoral de 2018. Em abril deste ano, por exemplo, o político foi submetido a uma operação de 12 horas para desobstrução intestinal.

Também integrante da equipe que trata Bolsonaro, o médico Brasil Ramos Caiado disse que o político está um pouco deprimido e bastante ansioso.

“O presidente está deprimido um pouco pela situação em que ele está passando, bastante ansioso. A ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço que atrapalha o sono dele. Ele fica muito incomodado com isso”, declarou Caiado.

“No caso dele é exacerbado porque ele já vem com um quadro um pouco de depressão e de ansiedade previamente. Apenas potencializa pela preocupação pré-operatória, que é natural para qualquer pessoa da idade ele, 70 anos”, afirmou o médico.

A cirurgia de Bolsonaro precisou ser autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes porque o ex-presidente está cumprindo pena depois de ter sido condenado no processo da trama golpista.

O político deixou a Superintendência da Polícia Federal mais cedo nesta quarta-feira para ir ao hospital. Sua mulher, Michelle Bolsonaro, e seus filhos Flávio, Carlos Jair Renan e Laura têm autorização para visitá-lo durante a internação, mas sem portar celulares ou outros aparelhos eletrônicos.

Bolsonaro deixa prisão para passar por cirurgia e é internado em hospital em Brasília

LUCAS MARCHESINI E CAIO SPECHOTO, BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou na manhã desta quarta-feira (24) a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de prisão por tentativa de golpe de Estado, e deu entrada no hospital DF Star, onde ficará internado para uma cirurgia nesta quinta-feira (25), dia do Natal.

Bolsonaro saiu pelos fundos da unidade da PF e, por volta das 9h30, foi escoltado por um comboio até o hospital, em um trajeto que durou cerca de cinco minutos.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a realização do procedimento para correção de hérnia inguinal bilateral e concordou com a data solicitada pela defesa do ex-presidente.

Hérnia inguinal é uma condição em que um tecido do abdômen incha e faz aparecer uma protuberância na região da virilha. Além da cirurgia de correção da hérnia, os médicos avaliam submeter Bolsonaro a um procedimento anestésico, com bloqueio do nervo frênico, para controlar as crises de soluço, no começo da próxima semana.

“Depois dessa cirurgia de hérnia a gente vai reavaliar essa situação e ver se convém fazer esse bloqueio anestésico, que é um procedimento relativamente seguro, mas que não é o padrão para o tratamento de soluço. Precisa ver realmente se isso justifica o benefício, o risco”, disse o cirurgião Claudio Birolini.

Segundo ele, a cirurgia de hérnia tem algum grau de complexidade, mas baixo índice de morbidade. Ela deve durar de 3 a 4 horas, e a previsão é que Bolsonaro fique internado entre cinco e sete dias, a depender da evolução do quadro.

Informações sobre o tratamento do ex-presidente foram oficializadas em boletim médico divulgado pouco depois da declaração dos integrantes da equipe a jornalistas na porta do hospital.

“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi admitido para realização de procedimento de herniorrafia inguinal bilateral. Realizou exames pre-operatórios, com avaliação cardiológica e de risco cirúrgico, sendo considerado apto para o procedimento proposto. A cirurgia está programada para ocorrer amanhã (25), a partir das 9h, sob anestesia geral, com previsão de 4 horas de duração”, diz o documento.

“A necessidade do procedimento de bloqueio anestésico do nervo frênico será avaliada durante a internação, a depender da evolução do pós-operatória e condição clínica”, afirma o boletim. Os médicos afirmam que Bolsonaro deverá passar cerca de uma hora e meia ou duas horas se recuperando da anestesia.

Também integrante da equipe que trata Bolsonaro, o médico Brasil Ramos Caiado disse que o político estava um pouco deprimido e bastante ansioso. “A ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço que atrapalha o sono dele.”
O despacho de Moraes determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente fossem realizados pela Polícia Federal de forma discreta, com desembarque na garagem do hospital.

A PF ficará responsável pela vigilância e a segurança de Bolsonaro durante todo o período de sua estadia, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão.

A corporação deverá garantir a segurança e a fiscalização ininterruptas com, no mínimo, dois policiais federais posicionados na porta do quarto hospitalar, além das equipes que entender necessárias, tanto nas dependências internas quanto externas do hospital.

Está proibida a entrada no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer outros dispositivos eletrônicos, com exceção dos equipamentos médicos.

Moraes autorizou a presença da esposa, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante toda a internação do ex-presidente. As demais visitas somente poderão ocorrer com autorização judicial.

A defesa havia pedido que os filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fossem liberados como acompanhantes secundários, mas essa autorização só veio em decisão posterior nesta quarta-feira. Também poderão visitá-lo Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro, também filho do ex-presidente da República, não consta da decisão de Moraes. Eduardo está nos Estados Unidos desde o início deste ano.

Carlos foi ao hospital DF Star na manhã desta quarta, antes da liberação de Moraes, para acompanhar a chegada do pai e reforçou não estar descumprindo decisão judicial por estar em um local público. “Estou aqui para passar boas energias, porque a gente sempre foi assim, e a minha intenção é só seguir como filho, estar do lado do meu pai.”
Uma apoiadora de Bolsonaro rezava em frente à unidade de saúde e deixou uma bandeira do Brasil no gramado do local.

Moraes autorizou a cirurgia de Bolsonaro após a perícia médica da PF afirmar que o ex-presidente, de fato, precisaria ser submetido a cirurgia eletiva com rapidez.

O laudo foi feito por determinação do ministro do STF, que, na mesma decisão, indeferiu pedido de prisão domiciliar com base na condição de saúde de Bolsonaro. O ex-presidente está preso na Superintendência da PF, em Brasília, desde novembro.

De acordo com Moraes, Bolsonaro está “custodiado em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde” e o endereço seria, inclusive, mais próximo que o da casa dele. Assim, a prisão na PF não prejudicaria Bolsonaro em caso de necessidade de deslocamento de emergência.

Recuperação da cirurgia, problema de Bolsonaro, pode ser de até um mês

A cirurgia para a correção da hérnia inguinal bilateral, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fará nos próximos dias, costuma exigir um curto tempo de recuperação. Um dos mais realizados no mundo, o procedimento pode requerer de duas semanas a um mês de regeneração, com retorno a atividades físicas e sexuais, afirma Diego Adão, professor de cirurgia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), .

O tempo, no entanto, pode variar para cada paciente e a depender da técnica utilizada. Idosos com duas hérnias, como é o caso do ex-presidente, podem precisar de maior período.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que o Jair Bolsonaro (PL) seja internado nesta quarta-feira (24) e faça uma cirurgia no Natal (25). No pedido realizado nesta terça-feira (23), a defesa solicita que Bolsonaro seja internado um dia antes da cirurgia “a fim de que possa ser submetido aos exames necessários e preparatórios ao procedimento cirúrgico”.

Segundo o especialista, o pré-operatório dos dois principais tipos de cirurgias para a questão de saúde são comuns. “Na cirurgia por vídeo, é uma anestesia geral com intubação. Já na cirurgia aberta, é feita anestesia na coluna com uma local”, diz.

É necessário ainda fazer exames pré-operatórios para ver se a coagulação e o coração estão normais. Podem incluir ainda raio-x do pulmão, eletrocardiograma do coração e exames de coagulação. Essa é uma cirurgia de pequeno porte, explica o médico, e mesmo pacientes mais idosos e com problemas anteriores de saúde conseguem fazer a operação com segurança.

Para a correção das hérnias, existem dois procedimentos mais comuns: a cirurgia tradicional, chamada de cirurgia de Lichtenstein, e a técnica por vídeo.

A primeira consiste em identificar a área de maior fragilidade da parede abdominal e colocar uma tela de polipropileno em cima do músculo para repará-lo. A tela estimula um processo inflamatório no corpo, gerando uma cicatriz que torna a região mais “dura”.

Na segunda, feita por vídeo, o corpo também recebe a tela, só que por dentro do abdômen, explica Adão. Essa é a mais indicada, porque a recuperação é mais rápida.

Após a operação, o paciente costuma ficar de um a dois dias internado. Já em casa, no caso da cirurgia por vídeo, a maioria dos pacientes volta à vida usual em, no máximo, duas semanas. Neste caso, por não ter corte na região da virilha, a tendência é que haja menores inflamação e dores no pós-operatório.

Na cirurgia aberta, com manipulação dos tecidos, há mais inflamação e o paciente volta às atividades habituais entre a terceira e quarta semana após o procedimento.

Ambos são considerados períodos curtos de recuperação. No caso de Bolsonaro, por já ter um histórico anterior de cirurgias, é mais comum que o procedimento clássico seja o escolhido pela equipe médica.

A taxa de sucesso desse tipo de cirurgia é alta, ultrapassando os 90%, com uma chance de recidiva da hérnia de 2% a 5%, diz Adão.

As hérnias na região da virilha surgem quando, conforme o envelhecimento, os tecidos ficam frágeis e a região, naturalmente mais fraca, não consegue segurar o intestino dentro do abdômen, e o órgão começa a escorregar para a região do canal inguinal, em direção ao testículo, explica o cirurgião-geral.

No caso de Bolsonaro, o problema aconteceu dos dois lados, configurando-se, então, como uma hérnia inguinal bilateral.

Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante toda a internação. As demais visitas somente poderão ocorrer com autorização judicial.

Bolsonaro está preso na superintendência regional da PF em Brasília desde o dia 22 de novembro.

Os peritos recomendaram ainda o “bloqueio do nervo frênico” para tratar o quadro de soluços do ex-presidente.

Adão explica que esse nervo faz o diafragma contrair para permitir a respiração, os soluços e as tosses. Quando inflamado, perde o controle e faz contrações rápidas, gerando o soluço.

Com medicamentos ou cirurgia é possível tirar a capacidade do nervo de estimular o diafragma, o que funcionaria como um tratamento para a condição, afirma o médico.

Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro no Natal

RAQUEL LOPES, BRASÍILIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja internado nesta quarta-feira (24) e faça um a cirurgia no Natal (25).

Moraes determinou, na decisão desta terça-feira (23), que o transporte e a segurança sejam realizados pela Polícia Federal de forma discreta, devendo o desembarque ocorrer nas garagens do hospital.

A Polícia Federal deverá, previamente, entrar em contato com o diretor do Hospital DF Star, Dr. Allison Bruno Barcelos Borges, para ajustar os termos e as condições da internação.

Caberá à Polícia Federal providenciar a vigilância e a segurança integrais do custodiado durante todo o período de sua estadia, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão.

A corporação deverá assegurar, ainda, a segurança e a fiscalização ininterruptas, 24 horas por dia, com, no mínimo, dois policiais federais posicionados na porta do quarto hospitalar, além das equipes que entender necessárias, tanto nas dependências internas quanto externas do hospital.

Fica proibida a entrada, no quarto hospitalar, de computadores, telefones celulares ou quaisquer outros dispositivos eletrônicos, ressalvados, evidentemente, os equipamentos médicos, devendo a Polícia Federal garantir o cumprimento rigoroso dessa restrição.

Moraes também autorizou a presença da esposa, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante toda a internação. As demais visitas somente poderão ocorrer com autorização judicial.

No pedido realizado nesta terça-feira (23), a defesa solicita que Bolsonaro seja internado um dia antes da cirurgia “a fim de que possa ser submetido aos exames necessários e preparatórios ao procedimento cirúrgico”.

A defesa pede ainda que seja autorizada a presença da esposa, Michele Bolsonaro, como acompanhante principal, bem como de seus filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, como acompanhantes secundários se houver necessidade.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou não se opor aos pedidos da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente seja internado no dia 24 e realize o procedimento durante o Natal. O órgão também não apresentou objeções à presença dos acompanhantes nomeados pela defesa.

Moraes pediu à defesa de Bolsonaro para identificar o médico responsável pela cirurgia, que será realizada no hospital DF Star, em Brasília.

A Polícia Federal confirmou ao tribunal que o ex-presidente precisa ser submetido a uma cirurgia eletiva e outro procedimento o mais breve possível. O laudo foi enviado depois de determinação do ministro do STF.

Na mesma decisão, Moraes indeferiu o pedido de prisão domiciliar que a defesa vinha pleiteando desde antes do trânsito em julgado do processo e o início do cumprimento de pena.

Bolsonaro está preso na superintendência regional da PF em Brasília desde o dia 22 de novembro.

De acordo com Moraes, o ex-presidente está “custodiado em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde” e o endereço seria, inclusive, mais próximo que o da casa dele. Assim, a prisão na PF não prejudicaria Bolsonaro em caso de necessidade de deslocamento de emergência.

De acordo com o laudo, em relação à hérnia, o caso é de reparo eletivo, ou seja, procedimento cirúrgico programado, que não tem caráter de urgência ou emergência. A análise foi feita por quatro peritos do Instituto Nacional de Criminalística na última quarta (17).

Já os soluços precisam de intervenção mais rápida, tanto porque tratamento anteriores não surtiram efeito quanto porque o quadro pode piorar outras condições.

A defesa de Bolsonaro pediu em duas ocasiões autorização urgente para que o ex-presidente seja submetido a uma cirurgia. A primeira petição foi apresentada em 9 de dezembro e a última delas na segunda-feira (15).

Segundo os advogados, ele precisa de procedimento cirúrgico para correção de hérnia inguinal bilateral, além de intervenções complementares. A hérnia inguinal é uma condição em que um tecido do abdômen incha e faz aparecer uma protuberância na região da virilha.

Moraes determinou que o exame feito no último domingo (14) e os laudos juntados aos autos fossem encaminhados para análise de peritos médicos na última quarta (17) no Instituto Nacional de Criminalística.

Aos peritos, Bolsonaro relatou que os soluços começaram em setembro de 2018 após a primeira cirurgia abdominal. Depois disso, ele passou por outras sete cirurgias e o quadro retornava a cada pós-operatório e duravam cerca de 30 dias. Após o último procedimento, no entanto, os soluços não pararam mais.

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