Brasil - Brasília - Distrito Federal - 11 de janeiro de 2025
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Policia Federal cumpre ordem de Dias Toffoli e acessa dados em antiga vara de Moro

Atualmente, as investigações relacionadas a Vorcaro correm na Justiça Federal do Distrito Federal

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JOSÉ MARQUES, BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS), A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (3) uma ordem do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), para acessar informações dos terminais e computadores da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde tramitou a Operação Lava Jato.

As diligências são relacionadas a uma investigação sobre acusações feitas pelo ex-deputado estadual Tony Garcia contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), ex-juiz responsável pelas decisões relacionadas à operação.

Garcia afirma ter sido obrigado a gravar pessoas de forma ilegal a pedido de Moro durante investigações do caso Banestado, em dezembro de 2004, como parte de seu acordo de delação premiada.

A PF apura informações que envolvem processos relacionados ao próprio Garcia e também referente a uma série de doleiros investigados tanto na Lava Jato como em outras operações que se desdobraram dela, como Dario Messer e Vinicius Claret (conhecido como Juca Bala).

Toffoli manteve o inquérito sobre Garcia no STF, contrariando pedido do senador, que argumenta que os fatos analisados são anteriores a seu mandato.

Procurado por meio da assessoria, a Justiça Federal do Paraná disse que não iria se manifestar sobre o assunto.

Por meio de nota, Moro disse que não teve acesso aos autos do inquérito, “instaurado com base em um relato fantasioso de Tony Garcia”.

Segundo o senador, não houve qualquer irregularidade no processo de 20 anos atrás e que “não há causa para competência do STF no inquérito, já que não há sob investigação ato praticado por Sergio Moro na condição de senador ou ministro”.

“O senador não tem qualquer preocupação com o amplo acesso pelo STF aos processos que atuou como juiz. Essas diligências apenas confirmarão que os relatos de Tony Garcia são mentirosos”, afirmou.

Ministro Dias Toffoli põe pedido da defesa de Vorcaro, do Master, em sigilo máximo

O ministro Dias Toffoli colocou sob sigilo máximo um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para levar as investigações sobre o empresário ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O caso estava sob segredo de Justiça e passou a ser tratado, nos últimos dias, como sigiloso. Com a mudança, parte das informações sobre o andamento processual do caso ficam ocultas do público.

O pedido da defesa foi feito após um envelope com documentos de um negócio imobiliário relacionado ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) ter sido encontrado em uma busca e apreensão.

Atualmente, as investigações relacionadas a Vorcaro correm na Justiça Federal do Distrito Federal.

Por causa desse documento, na sexta-feira (28), a defesa solicitou que o inquérito seja remetido ao Supremo.

Toffoli abriu o caso para manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) antes de tomar uma decisão.

Procurado, o Supremo afirmou que uma resolução da corte afirma que cabe ao ministro relator “definir o nível de sigilo aplicável ao processo, peça ou documento”.

Também diz que “as classificações de sigilo poderão ser revistas pelo(a) ministro(a) relator(a) a qualquer tempo”.

Em nota, Bacelar afirmou que participou da criação de um fundo destinado à construção de um empreendimento imobiliário em Trancoso, distrito de Porto Seguro (BA), mas a transação não avançou. À época, Vorcaro teria demonstrado interesse na aquisição de parte do projeto.

Na sexta, a desembargadora Solange Salgado da Silva, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), determinou a soltura de Vorcaro e disse que ele deve ser monitorado com o uso de tornozeleira eletrônica.

O dono do Master estava preso desde o dia 17, quando se preparava para embarcar em um voo para o exterior.

A juíza afirmou que as suspeitas sobre Vorcaro são graves, mas apontou que o uso da tornozeleira e outras medidas cautelares são suficientes.

Vorcaro havia sido preso no aeroporto de Guarulhos (SP), quando embarcava para Dubai. Ao determinar a soltura, a juíza afirmou que o banqueiro comprovou que havia comunicado previamente ao Banco Central que voaria para os Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de se reunir com empresários interessados na compra do Master.

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