Brasil - Brasília - Distrito Federal - 10 de janeiro de 2025
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Qualidade das praias brasileiras cai ao pior nível já registrado e só 30% são próprias para banho

Verão começa com 19 praias impróprias para banho no litoral de São Paulo

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RIO DE ANEIRO, RJ, SALVADOR, BA, RIBEIRÃO PRETO, SP, SANTOS, SP, SÃO PAULO, SP, CURITIBA, PR, PORTO ALEGRE, RS, BELO HORIZONTE, MG, E RECIFE, PE (FOLHAPRESS) – O verão começa neste domingo (21) em um cenário adverso para o litoral brasileiro. Levantamento da Folha aponta que Brasil atingiu o menor patamar de praias próprias para banho durante o ano inteiro no período de uma década.

Ao todo, 253 praias estiveram próprias para banho em todas as medições realizadas de novembro de 2024 até outubro de 2025, o equivalente a 30,2% do total. Outras 288 praias foram consideradas regulares, 143 ruins e 136 péssimas.

O percentual de praias boas é o menor da série histórica iniciada em 2016, que contempla nove dos últimos dez anos -a exceção é 2020, quando não houve medições em meio à pandemia.

Em 2016, quando os dados de balneabilidade começaram a ser compilados pela Folha, 370 praias foram classificadas como boas, ou seja, tiveram apenas classificações próprias durante o ano.

Em São Paulo, o total de praias próprias para banho o ano todo caiu de 62 para 47, cenário que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) atribui ao volume de chuvas no decorrer deste ano.

Já as praias ruins subiram de 33 para 43 no período de novembro de 2024 a outubro deste ano, enquanto as praias regulares passaram de 64 para 70. As péssimas se mantiveram em 16 por ano.

Na Baixada Santista, segundo a Cetesb, os meses de janeiro, fevereiro e abril -quando houve picos de praias tidas como impróprias- registraram média mensal de 200 milímetros de chuva.

“É bastante para um mês. Em 2024, a gente teve durante dez meses, exceto janeiro e dezembro, menos chuvas que a média mensal. Quase o ano inteiro”, disse a gerente do setor de águas litorâneas da Cetesb, Cláudia Lamparelli.

ENTENDA A CLASSIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE BALNEABILIDADE
– Bom praia é própria para banho em 100% das medições
– Regular imprópria para banho em até 25%das medições
– Ruim imprópria entre 25% e 50% das medições
– Péssimo imprópria em mais de 50% das medições
O cenário em algumas praias paulistas é crônico, como Perequê, em Guarujá, péssima em todas as medições da série histórica.

O biólogo, pesquisador e pescador Jorge Luís dos Santos, 55, mora no bairro desde que nasceu e diz que o maior desafio para balneabilidade é o combate aos resíduos que chegam à praia pelo rio do Peixe e outros corpos d’água menores.

“Temos uma dificuldade histórica de ordenamento urbano. Isso inclui crescimento desordenado e falta de saneamento básico adequado”, afirma.

No Rio de Janeiro, a balneabilidade segue em nível crítico, com 66 praias próprias para banho ao ano inteiro e 200 regulares, ruins ou péssimas. Em relação ao ano anterior, 47 trechos apresentaram piora.

Na capital, a praia de Botafogo permanece como um dos principais símbolos desse cenário. Os dois pontos monitorados tiveram 67,1% das amostras consideradas impróprias, mantendo o trecho como a pior praia da zona sul, apesar de liberações pontuais para banho em 2025.

Mesmo assim, em dias de calor, parte dos frequentadores ainda entra no mar. “A gente sabe que não é uma água boa, mas com esse calor fica impossível ficar só olhando”, afirma Márcia Fernandes, 38, moradora do morro da Babilônia, comunidade vizinha à praia. “E aqui o mar é calmo, dá para as crianças brincarem”, disse, sentada dentro d’água com a filha e sobrinhas pequenas.

Outros preferem manter distância. “É desanimador, dá uma sensação de abandono. Eu me recuso a entrar, mesmo quando dizem que está liberada”, afirmou Carlos Eduardo Nogueira, 52, que caminhava pela areia.

O contraste se acentua em dezembro, com a inauguração da árvore de Natal flutuante na enseada, que atrai moradores e turistas. “Dá um choque saber que essa água toda, num lugar tão lindo, não é própria para banho”, disse o turista Juan Martínez, 41, argentino. “É estranho criar uma atração onde o problema básico ainda não foi resolvido.”
Já estados no Nordeste como Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte, registraram um aumento do número de praias consideradas boas.

Dentre as 88 praias da Bahia onde houve medição, 23 foram consideradas boas. O número é quase o dobro do registrado no ano passado. Em 2025, entraram no rol das praias próprias em todas as medições locais como Ipitanga e Guarajuba, no litoral norte do estado, as praias de Salinas da Margarida, na Baía de Todos os Santos, e praias como Coroa e Barra de Tairu, na ilha de Itaparica.

Não houve medições de balneabilidade nas praias do Sul e Extremo-sul, deixando fora do monitoramento destinos turísticos badalados como Porto Seguro, Morro de São Paulo, Ilhéus e Itacaré. Dentre as demais praias, não houve medição entre os meses de junho e outubro por problemas contratuais.

Salvador segue concentrando a maior proporção de praias impróprias do estado. Apenas três foram consideradas boas no período: Ponta de Nossa Senhora, na ilha dos Frades, e os dois pontos de monitoramento da praia do Flamengo, na saída da cidade ao norte. Outras 9 praias foram consideradas regulares, 11 ruins e 14 péssimas.

A Embasa, empresa de água e saneamento da Bahia, destacou o percentual de 88,5% de cobertura de esgotamento da capital baiana e argumentou que balneabilidade das praias também tem relação com a água suja e o lixo que chegam pela rede de drenagem pluvial, de responsabilidade das prefeituras.

A classificação das praias sobre a balneabilidade segue a resolução 274 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que as qualifica como próprias e impróprias baseada nas densidades de bactérias fecais, medidos em amostras coletadas ao longo de cinco semanas seguidas.

Conforme a Cetesb, a legislação estabelece três indicadores para avaliar a poluição fecal: coliformes termotolerantes (antes chamados de coliformes fecais), Escherichia coli e enterococos.

Foram apurados dados das praias de 14 estados no período de 12 meses entre novembro de 2024 e outubro de 2025. As praias do Amapá, Piauí e Pará ficaram de fora porque não medem a qualidade da água.

Para a avaliação anual, foi adotado o método da Cetesb, que classifica as praias a partir dos testes semanais. Nos dois extremos estão as boas, próprias em todas as medições, e as péssimas, impróprias em mais da metade das medições.

Nadar em áreas impróprias pode causar problemas de saúde, sobretudo doenças gastrointestinais ou de pele, como micoses. Outros focos de contaminação, como a presença de lixo e óleo no mar, não são considerados nesta análise.

O lançamento de água sem tratamento ao mar também afeta o ecossistema local, podendo contaminar organismos como ostras, sururus e mariscos, que fazem parte do cardápio de comunidades praieiras. O aumento da turbidez da água pode ser um problema para organismos sensíveis, como os corais.

Saiba onde estão as praias mais sujas de São Paulo

MARCELO TOLEDO E JOÃO PEDRO FEZA, RIBEIRÃO PRETO, SP, E SANTOS, SP (FOLHAPRESS) – Virou rotina para os técnicos da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) que analisam a água coletada semanalmente na praia do Perequê, em Guarujá, concluírem que ela está imprópria para banho.

Veja a qualidade das praias do litoral do Brasil Em 51 das 52 medições feitas de novembro de 2024 a outubro deste ano foi assim que ela se encontrava, cenário que também se repetiu nos anos anteriores. Desde 2020, ano em que as medições foram interrompidas na praia entre março e novembro devido à pandemia de Covid-19, somente em nove semanas a praia esteve própria para banho.

Mas ela não é a única nessas condições no litoral paulista, aponta o levantamento anual produzido pela Folha sobre a balneabilidade nas praias brasileiras.

No total, dos 175 pontos monitorados pela Cetesb -a maioria semanalmente-, 16 foram classificados como péssimos, ou seja, ficaram mais de 50% do tempo impróprios para banho.

Há casos em Ubatuba e Praia Grande em que, a exemplo de Perequê, praias ficaram ruins em mais de 40 semanas, e a bandeira vermelha passou a fazer parte do cenário desses locais.

Três pontos em Ubatuba, cidade com mais locais medidos pela agência ambiental paulista (35), estão nessas condições.

A praia de Itaguá tem dois pontos analisados semanalmente, ambos péssimos no período do levantamento. Em frente ao número 1.724 da avenida Leovegildo, 51 das 52 medições indicaram que a praia estava imprópria e, em frente ao número 240, em 47 semanas o local estava ruim.

No ponto de medição na foz do rio Itamambuca, 40 das 52 medições apontaram que o lugar não estava adequado para banhistas.

Já em Praia Grande, na Baixada Santista, Vila Tupi ficou imprópria em 44 semanas, e a praia da Aviação, em 38.

Gerente do setor de águas litorâneas da Cetesb, Cláudia Lamparelli afirmou que Perequê já foi alvo de discussões com a prefeitura em busca de identificar as fontes de produção da sujeira.

“Já há um trabalho da prefeitura buscando isso, fazendo análise de vários rios que chegam lá, o rio do Peixe, o rio Perequê, para ver de onde está vindo. A gente tem conversado com eles para tentar ver de onde está vindo essa contaminação”, disse.

A praia tem avaliação péssima desde 2016, em todos os levantamentos anuais feitos pela Folha. A diferença entre Perequê, em Guarujá, e Itaguá, em Ubatuba -ambas impróprias em 51 das 52 medições no ano-, é que a segunda, em anos anteriores, esteve limpa em mais semanas.

Para uma praia ser classificada como boa, é preciso que ela esteja própria para banho em 100% das medições. Para ser considerada regular, pode estar imprópria em até 25% das medições. Ou seja, se nas 52 medições anuais ela estiver imprópria em apenas uma semana, já será considerada regular.

Para ser classificada como ruim, tem de estar imprópria de 26% a 50% das medições. Acima disso, ela é considerada péssima.

A Prefeitura de Guarujá diz que investe em parcerias com a Sabesp e entidades para implantar iniciativas voltadas à melhoria da qualidade da água, do saneamento e da limpeza costeira.

Um exemplo é o programa “Mar sem Lixo”, desenvolvido com o governo estadual, que remunera pescadores artesanais a partir da apresentação de resíduos trazidos nas redes de arrasto. Em fevereiro, um mutirão retirou cerca de seis toneladas de lixo do manguezal do rio do Peixe -que deságua no Perequê.

A prefeitura diz ainda que a “morfologia natural da baía, somada ao fluxo de marés e às desembocaduras de rios e canais, favorece o acúmulo de poluentes próximo à faixa de areia”.

Está em andamento ainda, conforme a administração, a expansão do saneamento básico, com obras previstas para instalar 42,6 km de rede de esgoto nos bairros Perequê e Jardim Umuarama.

O biólogo, pesquisador e pescador Jorge Luís dos Santos, 55, disse que o quadro piora em períodos chuvosos e na alta temporada. “Bandeira vermelha é nosso estigma […] E é esgoto mesmo que provoca. Contagem de coliformes fecais.”
CONCENTRAÇÃO POPULACIONAL
O litoral paulista é dividido em três regiões: norte, Baixada Santista e sul. A Baixada concentra cerca de 82% dos habitantes, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), enquanto o litoral norte abriga 16% dos moradores. Os 2% restantes estão no litoral sul.

Em Santos, a melhora apresentada no levantamento de 2024 –quando pela primeira vez desde 2016 duas praias ficaram regulares, após oito anos classificadas como ruins e péssimas– não teve continuidade neste ano.

Enquanto no ano passado cinco pontos foram classificados como ruins e dois como regulares, neste ano seis ficaram ruins e um foi considerado péssimo.

As praias de Aparecida e Embaré, que estavam regulares, agora estão ruins, ao lado de Gonzaga, Ponta da Praia e José Menino (com dois pontos de medição). Boqueirão, que era ruim, agora é péssima.

A gerente da Cetesb afirma que o cenário deste ano é semelhante ao histórico da cidade, e que o ano passado é que destoou do quadro devido à escassez de chuvas.

Apesar da piora em relação ao ano anterior, é um cenário menos grave que o de 2022 -quando todos os sete pontos foram classificados como péssimos- e 2023, ano em que houve quatro locais considerados péssimos.

Segundo a Prefeitura de Santos, resíduos sólidos urbanos nas praias são combatidos por ações como o programa Detecta, executado desde 2023 com a Sabesp, e a cidade tem ações que incluem educação ambiental, retirada de plásticos da administração pública, desassoreamento do rio dos Bugres e identificação das principais fontes de resíduos que chegam ao mar.

“Objetivo é ampliar as ações de saneamento, identificando ligações irregulares e analisando a água dos canais da cidade […] O trabalho inclui o teste de uma barreira com plantas aquáticas para redução da carga orgânica.”
Há, ainda, a construção de quatro estações elevatórias na zona noroeste para macrodrenagem (manejo das águas pluviais em larga escala)e eliminação de pontos de alagamento. A primeira teve o contrato assinado em outubro. As obras estão prestes a começar -com prazo para conclusão de 42 meses.

Em relação ao cenário de Ubatuba, a Cetesb afirma que a praia de Itaguá é um pouco mais complexa por ter vários rios que drenam uma área grande. Segundo a gerente do órgão ambiental, são necessários estudos específicos nos rios que drenam para a praia para buscar descobrir de onde vem a fonte de contaminação.

RISCOS
Nadar em áreas consideradas impróprias para banho pode provocar problemas de saúde, principalmente doenças gastrointestinais ou de pele, como micoses. Outros focos de contaminação, que não são considerados na análise, podem ser a presença de lixo na areia das praias, por exemplo -ou até desastres ambientais como o vazamento de óleo que atingiu o litoral nordestino em 2019.

Além de o banhista não entrar na água quando ela estiver imprópria, especialistas orientam que ele evite tomar banho no mar depois de chuvas intensas e também não banhar-se em locais que desaguem no mar.

Verão começa com 19 praias impróprias para banho no litoral de São Paulo

MARCELO TOLEDO, RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – O verão começa neste domingo (21) com 19 praias do litoral de São Paulo impróprias para banho em nove municípios. É o que aponta o mapeamento de qualidade das praias da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Veja a qualidade das praias do litoral do Brasil O mapa atualizado do cenário no litoral norte, Baixada Santista e litoral sul paulista indica que 10,8% dos 175 pontos monitorados pela Cetesb não estão adequados em relação à balneabilidade. No ano passado, o verão começou com 18 pontos impróprios, em sete cidades.

Conforme a Cetesb, o mapeamento mostra que a Baixada concentra os locais impróprios nesta semana, com 14 pontos, ante 5 do litoral norte.

Santos tem quatro locais impróprios nesta semana, assim como Praia Grande, enquanto São Vicente tem três. Guarujá, Itanhaém e Peruíbe têm um ponto impróprio cada uma.

Em Santos, estão impróprias para banho Embaré, Boqueirão, Gonzaga e José Menino (na altura da rua Olavo Bilac), enquanto em Praia Grande os pontos inadequados nesta semana são Canto do Forte, Vila Mirim, Maracanã e Jardim Solemar.

No litoral norte, Ubatuba tem dois locais impróprios (ambos na praia de Itaguá), mesmo número de Caraguatatuba (Centro e Indaiá). A praia de São Francisco, em São Sebastião, também não está própria para banho.

O cenário está melhor do que o registrado no início do mês, quando eram 36 as praias impróprias em todo o litoral de São Paulo. Na última semana, eram 16.

Os técnicos da Cetesb fazem a coleta normalmente no meio da praia, onde a maioria dos banhistas entra no mar, sempre na mesma área, no mesmo horário e a uma profundidade de um metro. O objetivo é garantir a padronização das medições.

Em seguida, as amostras são analisadas em laboratório com o auxílio de meios de cultura adequados e estufas e observadas em microscópios.

A partir da contagem de Enterocos, a praia é classificada como própria ou imprópria. Para receber a bandeira vermelha, é preciso que duas ou mais amostras das últimas cinco semanas apresentem mais de 100 colônias de Enterococos por 100 ml de água, ou ainda quando a coleta mais recente ultrapassar 400 colônias por 100 ml.

A classificação das praias em relação à balneabilidade segue a resolução 274 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Conforme a Cetesb, a legislação estabelece três indicadores para avaliar a poluição fecal: coliformes termotolerantes (antes chamados de coliformes fecais), Escherichia coli e enterococos.

O histórico de cinco semanas visa indicar que a avaliação representa uma tendência real e não somente uma mudança pontual da qualidade da água.

Nadar em áreas que são consideradas impróprias para banho pode provocar problemas de saúde, principalmente doenças gastrointestinais ou de pele, como micoses.

No total, a Cetesb monitora atualmente 175 locais em praias de 15 municípios, dos quais 163 com análise semanal -as demais são monitoradas mensalmente.

COMO ESCOLHER UMA PRAIA LIMPA
Há quatro mecanismos para levar aos banhistas o cenário das 175 praias monitoradas no estado: o mapa com o cenário atualizado, o site, o app da Cetesb (disponível para Android e iOS) e as bandeiras instaladas em todos os locais de medição.

O sistema da Cetesb é produzido com atualização semanal para que banhistas consultem e definam a praia mais adequada para banho na cidade em que está ou que pretende visitar, segundo a gerente do setor de águas litorâneas da Cetesb, Cláudia Lamparelli. Os dados são atualizados às quintas-feiras.

“‘Ah, eu vou para Praia Grande, deixa eu ver quais praias estão próprias lá’. Eventualmente, você fica até hospedado numa praia, mas aí você vai frequentar a praia que está própria. Tem gente que nos consulta antes de fechar o hotel, antes de alugar casa”, disse a gerente.

Uma sugestão que ela dá é a de o banhista acompanhar o comportamento da praia no decorrer do ano, já que algumas delas dificilmente ficam impróprias. “Se você vai alugar algo numa praia dessa, é quase garantido que você vai pegar uma praia boa.”
Além das informações oficiais, há outras medidas que devem ser tomadas pelos banhistas, como ficar atento ao clima, não só do dia, mas dos anteriores.

“A orientação é não tomar banho de mar depois de chuvas muito intensas, pelo menos nas primeiras 24 horas. A praia imprópria o que quer dizer? Quer dizer que ela está te oferecendo um risco à saúde. Então é melhor evitar as praias classificadas como impróprias, assim como evitar praias depois de chuvas muito intensas, não levar seu pet, seu cachorro, para praia. Eles também podem ser uma fonte de contaminação”, disse.

A chuva contribui para que os sedimentos sejam levados das ruas para o mar, por isso a orientação para que o banhista evite a praia nessas condições, mesmo que ela tenha sido classificada como própria.

Além disso, córregos, rios e canais que deságuam na praia devem ser evitados, já que podem receber esgoto clandestino, e o banhista deve ficar atento a floração de algas, locais com óleo ou descarga acidental de poluentes.

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